Neste final de semana que passou recebi a visita de nossos amigos/irmãos de Barra Velha, o Alex e sua querida esposa Mari, aproveitamos para fazer um passeio turístico até Irani, onde efetuamos uma pequena pesquisa, divertida e cheia de boas energias, abaixo um pequeno vídeo dos achados.
Aproveitando a tarde quente, fomos descontrair em uma pequena caça ao tesouro sem muita pretensão onde acampam os ciganos. O que mais dificultava era a grande quantidade de lixo e a terra muuuuuuito dura, pois estamos entrando em um período crítico pela falta de chuvas em nossa região. Mas foi legal, perdi algumas calorias hehehehe.
Em uma tarde maravilhosa, quente mas cheia de energia, nos deslocamos até o município de Irani, onde foi o berço da Guerra do Contestado.
Estamos em fase de edição do vídeo, poderão acompanhar em breve todo desenrolar da pesquisa, os locais são fantásticos e merecem cuidado e estudo, para que futuras gerações possam entender melhor seu passado.
Em virtude da proximidade do nascimento da nossa filha, minha esposa foi substituída pela nova cinegrafista e fotógrafa das nossas aventuras, minha cunhada e agora desbravadora histórica Grazieli Paula.
Nossos guias turísticos, pessoas maravilhosas e de boa fé.
Olá amigos e simpatizantes, neste dia tive o privilégio de compartilhar uma aventura com meu amigo/irmão Altemir Rover, carinhosamente chamado de "Zé".
Entre as pesquisas pudemos trocar várias idéias e reflexões sobre a vida, foi muito legal, tudo isto em meio a uma natureza maravilhosa.
Abaixo seguem as fotos dos achados, bem como um pequeno vídeo de uma parte da nossa pesquisa.
Alguns dos objetos identificamos por dedução e outros comparando com peças existentes no museu da localidade.
Aqui são fragmentos de uma panela de ferro, muito utilizada por tropeiros para cozinhar alimentos diretamente sobre o fogo de chão, todos os fragmentos estavam próximos uns dos outros de 2 a 4 metros de distância. Com a explosão das balas de canhão, tudo se transformou em cacos, se não fosse o ataque das abelhas, creio que teríamos achado outros pedaços.
Balas de fuzis e dois chumbos utilizados em espingardas Taquari, o outro objeto, deduzimos que fosse uma parte de espingarda artesanal.
Aqui é uma ogiva de bala de canhão, a arruela faz parte da ponta da bala, e a pequena esfera quadrada graças ao Frozza, conseguimos montar o quebra cabeça e entender o que é. Pois achamos esta peça uns 20 metros longe da ogiva, após uma breve análise o Frozza deduziu que é um fragmento que ao explodir se torna uma bala mortal, ela encaixa perfeitamente nos sulcos da ogiva, devem caber no mínimo umas 30 peças na ogiva.
Esta seria uma tampa de um tipo de fogão de lenha muito utilizado na época, era feito de barro e pedras.
Duas fivelas de cobre, geralmente ficavam em sandálias feitas artesanalmente.
E aqui, deduzimos que seriam peças dos canhões utilizados na época., mas aceitamos sugestões ou mesmo informações mais seguras do que seriam.
Fizeram parte desta pesquisa meu amigo e compadre Cleber, nosso nobre amigo/escritor e historiador Frozza, e a ilustre companhia do "Gato Preto", figuraça que nos auxiliou por demais.